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Estadão - Diário do Passado Sem apoio do governo, Gurgel pede concordataSão Paulo, 05 (AE) - A Gurgel Motores SA, produtora de automóveis de Rio Claro (SP), requereu concordata preventiva junto à Comarca da cidade. A empresa está com as máquinas paradas e não paga seus 530 funcionários desde janeiro, e vinha tentando obter empréstimos para quitar dívidas imediatas e retomar produção. Segundo Flávio Rossi Machado, advogado da empresa, a chance da concordata ser concedida é grande. "O patrimônio da empresa, avaliado em US$ 150 milhões, excede em muito à dívida, que deve somar 20% daquele total", disse Machado. A notícia tornou-se pública através de um comunicado da empresa publicado ontem no Jornal Cidade, de Rio Claro, assinado pelo proprietário da Gurgel, o empresário João Augusto Conrado do Amaral Gurgel. O Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira, que vinha negociando com a empresa os pagamento dos salários e direitos atrasados (que somam US$ 900 mil), foi pego de surpresa. "Primeiro ele nos propôs parceria, depois não respondeu às últimas propostas que enviamos, e agora anuncia a concordata sem ao menos nos informar a respeito", reclamou Júlio Antonio do Nascimento Filho, diretor da entidade. No comunicado, a Gurgel reclama da falta de apoio dos governos do Estado de São Paulo e do Ceará, onde a montadora pensava produzir um veículo popular, denominado Delta. "O projeto já foi apresentado ao presidente Itamar e seus assessores... e o projeto final será entregue ainda este mês ao Governo", diz o comunicado. João Gurgel estava em sua fábrica de Rio Claro hoje mas não pôde atender o Estado. Segundo informações do Sindicado, o empresário contatou um grupo de trabalhadores e pretende retomar alguma atividade na empresa nesta segunda-feira. Segundo um dos vigias da fábrica, a energia elétrica será restabelecida e haverá trabalho de manutenção de máquinas e de limpesa de escritórios. "O Gurgel chegou a propor o trabalho de empreitada para alguns funcionários", disse Nascimento Filho. "Eles ganhariam por carro produzido". Para ele, porém, o retorno imediato à produção será difícil. "O pessoal do almoxarifado diz que não há peças para montar um único veículo", comentou o sindicalista. A Gurgel havia batido seu recorde de produção em 1991, com 3.746 carros, mas caiu para 1.671 em 1992 devido à uma greve de funcionários da alfândega brasileira ano passado, que impediram a chegada de componentes da Argentina. A quebra no ritmo de produção quebrou o fluxo de caixa da empresa e as dívidas se acumularam. ©Agência Estado.Aedata Marco Piquini
copiado do site em 17/11/2003
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